Comercializar produtos em um marketplace pode trazer diversas vantagens para um negócio.

Principalmente se ele for pequeno ou estiver começando no ambiente digital.

Essas plataformas normalmente têm milhões de acessos diários, o que proporciona mais tráfego para as empresas parceiras e, consequentemente, vendas para sua loja de varejo.

Portanto, se você quer saber como usar esse canal no seu negócio, continue lendo este artigo que a STi3 Sistemas preparou para você sobre marketplace.

O que é o marketplace?

Basicamente, o marketplace é um shopping online onde várias empresas comercializam seus produtos em um único local. 

Os empreendedores que optam pelo marketplace na sua estratégia ganham mais visibilidade, bem como estrutura de vendas, pagamento e até de entrega.

Por outro lado, as empresas que oferecem esse serviço aumentam seu catálogo de produtos oferecidos e ganham parte do valor da venda realizada pelas marcas parceiras.

Nesse sentido, os clientes têm a facilidade de encontrar tudo o que precisa em um único lugar e fazer um só pagamento.

Como funciona um marketplace?

O processo para vender nesses canais de venda é bem simples.

Primeiramente, a empresa interessada entra no site da loja virtual escolhida e realiza o seu cadastro com informações específicas. 

Entre elas, podemos mencionar:

  • Dados pessoais do empreendedor;
  • CNPJ do negócio;
  • Segmento dos produtos;
  • Entre outros.

Em seguida, o site analisa o cadastro enviado. Se ele for aprovado, o empreendedor cadastra os seus produtos, colocando fotos, descrição e valores. 

Depois disso, ele só precisa divulgar sua loja e começar a vender.

A maioria dos marketplace oferecem atendimento ao cliente, diversas formas de pagamento, serviço de entrega, entre outros.

Em contrapartida, a empresa parceira paga uma comissão sobre as vendas da loja e até mensalidade, no caso da Amazon.



Qual a importância do marketplace para uma loja virtual?

Começar um negócio de vendas online não é fácil, afinal é preciso ter recursos ou saber criar uma loja virtual.

Entender um pouco de programação, pagar um serviço de domínio, hospedagem, fora as outras demandas necessárias para fazer a empresa funcionar.

Dessa forma, as pequenas empresas aproveitam a estrutura pronta que os marketplaces oferecem, como ambientes seguros e responsivos, diversas formas de pagamentos e até serviços de logística.

Ademais, por contarem com um alto número de consumidores, esses canais permitem que os negócios ganhem força e visibilidade no ambiente digital sem fazer muito esforço como acontece quando se tem um e-commerce próprio.

Portanto, uma loja virtual pode usar a plataforma para ganhar tráfego, aumentar suas vendas e credibilidade no seu segmento com facilidade e sem precisar gastar muito.

Por fim, com o marketplace um empreendedor consegue gerenciar seu negócio com poucos ou nenhum funcionário.

É possível integrar um marketplace à loja virtual?

Qualquer empresa ainda tem a opção de trabalhar essa estratégia integrada ao seu e-commerce. 

Com o Sistema STi3 Power Stock, por exemplo,  é possível integrar dados do estoque, atualizar preços, sincronizar as vendas efetuadas, e ter uma loja virtual totalmente otimizada.

Quais os principais benefícios do marketplace nos dias de hoje?

Além da estrutura para comercializar produtos, essas lojas online garantem diversas vantagens para as empresas.

Entre elas, podemos mencionar a exposição e o grande volume de acessos diários nos seus produtos.

Pensando nisso, selecionamos abaixo algumas das principais vantagens de contar com o marketplace como uma fonte de vendas no seu negócio. 

1. Mais canais de venda

O desenvolvimento da tecnologia provocou a mudança dos hábitos de consumo. 

Se antes uma pessoa passava horas pesquisando por um produto indo de loja em loja, hoje ela procura por melhores preços e benefícios através da internet.

Portanto, as empresas que são omnichannel, ou seja, que atuam com diversos canais e plataformas de vendas, têm mais chance de conquistar diferentes tipos de público ao mesmo tempo.

Dessa maneira, o marketplace consiste em mais um canal de venda para uma empresa aumentar sua operação, bem como um meio de minimizar os riscos quando se depende apenas de um lugar.

2. Pouco investimento em tráfego

O empresário que comercializa seus produtos nessas plataformas não precisa se preocupar em atrair visitantes para o site.

Essas lojas virtuais já são referências no mercado e contam com milhões de visitas diárias.

Sendo assim, ele aproveita o fluxo existente e não precisa investir em tráfego pago para vender qualquer produto.

3. Produtos em players com milhões de acessos

Uma outra vantagem, é a possibilidade de estar presente em canais que têm milhões de acessos todos os dias logo no início da operação.

Por mais que tenha uma boa estrutura, investimento e um bom plano de negócio, uma loja virtual dificilmente conseguiria atingir muitas pessoas por conta própria em pouco tempo.

4. Maior facilidade de vendas online

Os negócios que começam do zero enfrentam diversas dificuldades para realizar a primeira venda, sobretudo pela falta reconhecimento. 

A maioria das pessoas tendem a preferir adquirir produtos de marcas que já conhecem e têm credibilidade no mercado.

Por outro lado, quando uma empresa se associa a um marketplace, ela acaba aproveitando o nome e a confiança que os clientes já têm no site.

Portanto, é mais fácil realizar vendas e quebrar as objeções dos consumidores.

Quais os principais marketplaces do Brasil?

Muitas lojas optam por comercializar seus produtos nesses canais consolidados, pois eles proporcionam visibilidade e segurança. 

Entre os principais do Brasil, estão:

  • Mercado Livre;
  • Amazon;
  • Magazine Luiza;
  • B2W;
  • Netshoes.

1. Mercado Livre

O marketplace mais popular do Brasil surgiu na Argentina em 1999 para pessoas físicas venderem e leiloar produtos, mas ele se profissionalizou e conquistou milhares de usuários ao longo dos anos.

No Mercado Livre é possível vender desde roupas a móveis e eletrônicos. Entretanto, ele proíbe a comercialização de produtos inflamáveis, tabaco, e outros.

A porcentagem de venda cobrada por esse canal varia de acordo com o tipo de exposição do anúncio, que são três:

  • Gratuito;
  • Clássico – comissão de 11%;
  • Premium – comissão de 16%.

Nesse sentido, quanto maior a comissão, mais exposto o produto será no Mercado Livre.

Os valores de uma venda são depositados na conta do Mercado Pago (carteira digital) do vendedor após o comprador confirmar o recebimento ou depois de 11 dias da entrega do produto.

Hoje a plataforma conta com um serviço de logística próprio, o Mercado Envios. 

Além das facilidades oferecidas aos vendedores, como realização do cálculo de frete, busca e envio de mercadorias, o repasse das vendas ocorre em até dois dias após o cliente receber o produto.

Do mesmo modo, o Mercado Livre ainda conta com um serviço de publicidade para a comercialização de links patrocinados e de criação de lojas virtuais, o Mercado Shops.

2. Amazon

A empresa chegou ao Brasil em 2012 e cinco anos depois se transformou em um marketplace, que hoje conta com centros de distribuição próprios.

Embora a Amazon se destaque nos segmentos de livros, eletrônicos e games, ela também comercializa outros tipos de produtos em seu catálogo e que pode ser oferecido pelos empreendedores, como:

  • Equipamentos esportivos;
  • Comida;
  • Cosméticos;
  • Roupas;
  • Calçados;
  • Ferramentas;
  • Entre outros.

Tanto pessoas físicas como jurídicas podem vender na plataforma, desde que o CPF ou CNPJ estejam válidos, tenham conta bancária e cartão de crédito internacional.

Empreendedores formais devem emitir nota fiscal eletrônica ou avulsa para todos os produtos vendidos

Além da comissão de cada produto vendido, que varia conforme a categoria, a Amazon cobra ainda uma mensalidade dos vendedores profissionais, que é de R$19. 

Pessoas que realizam até 10 vendas estão livres deste pagamento mensal.

O valor das vendas é repassado quinzenalmente pela Amazon.

3. Magazine Luiza

Uma das empresas do ramo varejista mais tradicionais do país, a Magazine Luiza tem como diferencial sua presença no ambiente digital.

Além de estar presente em diferentes canais, ela ainda conta com a Lu, sua influenciadora virtual criada para humanizar a marca.

Móveis e eletrodomésticos são os segmentos mais populares, mas os empreendedores também podem vender eletrônicos, livros, comida e outras categorias no site.

Para isso, é necessário que tenham:

  • CNPJ;
  • CNAE Varejista;
  • Consulta Pública ao Cadastro do Estado do Parceiro (SINTEGRA – ICMS);
  • Certidão Negativa de Débitos (CND Federal);
  • CND Estadual;
  • Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas (CNDT);
  • Contrato/Estatuto Social atualizado do Parceiro;
  • Certidão simplificada do SINREM.

A Magazine Luiza exige que todos os vendedores emitam nota fiscal.

Os repasses do marketplace são feitos uma vez por semana ou mensalmente já descontado o valor da comissão, que varia de 10% a 15% dependendo da categoria do produto.

No caso de compras parceladas, o valor é repassado conforme o pagamento do cliente, podendo ser adiantado mediante o pagamento de juros.

A Magazine Luiza oferece aos seus parceiros serviço de entrega próprio e destaque nos anúncios por meio do Magalu ADS.

4. B2W

Esse marketplace nasceu em 2013 após a união das Americanas, Submarino e Shoptime a partir de 2006.

Embora o catálogo das empresas seja o mesmo, cada loja tem seu posicionamento e público específico.

A Americanas.com, eleita sete vezes consecutivas como Top of Mind de E-commerce, é mais generalista e vende todo tipo de produto. 

Já a Submarino é focada no público jovem e, assim, trabalha mais com produtos eletrônicos e games.

Por fim, o Shoptime, que é o maior canal de home shopping da América Latina, é mais voltado para itens de casa e decoração.

Para vender na B2W, o empreendedor precisa ter CNPJ e CNAE de varejista. 

Além disso, precisa ter conta corrente PJ para receber os pagamentos e Capital Social igual ou superior a R$ 1.000,00.

O marketplace cobra comissão de 16% do valor total da venda (produto + frete), que é repassada, após o desconto, de 15 em 15 dias ao vendedor.

Em contrapartida, a plataforma oferece emissão de etiquetas de envios, monitoramento de estoque, exposição dos anúncios por meio do B2W ADS e empréstimos.

5. Netshoes

Essa empresa foi fundada em 2000 focada na comercialização de tênis e sete anos depois migrou 100% para o ambiente digital, fechando suas sete lojas físicas. 

Em 2019, a Netshoes foi comprada pela Magazine Luiza e hoje é referência em produtos esportivos, como roupas, acessórios, calçados e suplementos alimentares.

Para vender neste marketplace, o empresário precisa ter CNPJ e emitir nota fiscal de cada produto comercializado.

A Netshoes oferece serviço de entrega própria, cross-selling de produtos (venda cruzada) e repasse antecipado em compras parceladas logo após o pagamento da primeira parcela.

O empreendedor também tem a opção de integrar o ERP da sua empresa à plataforma.

Em contrapartida, a comissão é de 20% sobre as vendas e os repasses ocorrem mensalmente.

Desvantagens do Marketplace

Apesar dos benefícios oferecidos por esses canais de vendas, eles apresentam algumas desvantagens. 

Veja a seguir as principais.

1. É necessário seguir as regras dos parceiros à risca

Ser parceiro de uma loja online grande pode ser um pouco burocrático, afinal é preciso seguir todas as suas regras.

Não é apenas o cadastro que passa por avaliação, mas também os produtos. Aqueles com a descrição incorreta ou até mesmo duplicada podem ser reprovados e excluídos da loja.

Além disso, a maioria exige a emissão de nota fiscal.

2. Taxas altas de comissão

A outra desvantagem de trabalhar com marketplace é a taxa de comissão cobrada pelas empresas, que normalmente chegam a 20%, sem contar aquelas que também cobram mensalidade e outras taxas.

Esses valores devem ser contabilizados na hora de precificar as mercadorias, pois eles podem inviabilizar totalmente a operação.

Por isso, antes de decidir por colocar os produtos nessas plataformas, o empresário precisa avaliar os custos de cada uma e contrapor com os benefícios. 

3. Rigidez no cadastro dos produtos

Alguns canais de venda são bem exigentes em relação aos produtos comercializados por seus parceiros. 

A maioria solicita documentos e certidões que comprovem a regularidade das mercadorias, principalmente em caso de revendas ou representações.

Nesse sentido, geralmente é necessário informar todos os detalhes e características dos itens, como:

  • Título;
  • Descrição;
  • Imagens;
  • SKU, que é código identificador;
  • Código de barras;
  • Garantia;
  • Origem do produto;
  • Marca ou fabricante;
  • Dimensões;
  • Peso;
  • Categorias.

Vale a pena inserir sua loja dentro de um marketplace? 

Se você está migrando para o digital no momento ou quer ampliar a gama de canais em que atua, investir nesse tipo de loja online pode trazer vários benefícios.

Além de não existir a necessidade de investir na criação de um site, elas possibilitam um alcance muito maior dos seus produtos, o que propicia economia com publicidade ou tráfego pago.

Assim, os serviços e facilidades oferecidas acabam sendo maiores que as exigências e desvantagens.

Agora, se você deseja saber mais como automatizar as operações de sua empresa através de um bom sistema ERP, fale com um dos consultores da STi3 Sistemas.

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